Texto: Gálatas 5:25
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.”
Essa expressão bíblica, utilizada pelo apóstolo Paulo pode ser compreendida de duas maneiras: teologicamente observada e características práticas. Acredito que nesta época de colheitas espirituais devemos estar atentos no sentido de como nos mover no ambiente do mundo em linha com o andar do Espírito Santo.
Teologicamente falando, “andar no Espírito” nos remete a:
- Andar na comunhão com o Espírito Santo – desenvolver amizade com ele.
- Andar em sua nova maneira de viver – ele nos leva a andar como novas criaturas.
- Busca inteligente e ativa pelo Espírito, por sua presença e seus dons – desejar que ele nos dê experiências consigo constantemente.
- Alinhar-se com o Espírito Santo – estar de acordo com sua direção e revelação da vontade de Deus para nós.
- Seguir as pisadas dele – isto significa que devemos trilhar o caminho já trilhado por ele no andar com Deus. Ele conhece o caminho e isso nos dá segurança ao seguir a sua direção.
A partir destes termos vamos considerar agora as características práticas deste andar com Ele. Utilizando-nos das expressões “andando” ou “andar”, em relação ao relacionamento do indivíduo com Deus, vejamos alguns desses aspectos:
Primeiro – Salmo 126:6
Esta é uma das declarações mais belas da Bíblia. Ela nos diz que durante nossa caminhada na vida, enquanto estamos semeando para construir nossos sonhos e projetos, podemos sofrer reveses ao ponto de chorar e entristecer. Mas o texto nos promete que mesmo nestas mais difíceis situações, devemos continuar andando e semeando mesmo chorando, pois no caminho de retorno, voltaremos com a colheita do que plantarmos.
Segundo – Atos 23:1
Andar no Espírito é andar com uma boa consciência diante do Senhor. Não possuir do que nossa consciência não nos acusar é algo extremamente difícil, principalmente nos últimos tempos, onde somos bombardeados de todos os lados e somos tentados a incorrer em erros. Mas é um alvo possível de alcançar com o auxílio do Espírito Santo.
Terceiro – Romanos 8:4
Andar no Espírito é ter capacidade dada por Ele de cumprirmos aquilo que os homens da antiga aliança não puderam. Nenhum deles puderam ser justificados perante Deus por nenhuma de suas obras, mas todos nós, que temos a presença do Espírito Santo, podemos viver de maneira agradável a Deus em Cristo Jesus.
Quarto – II Coríntios 5:7
Quando vivemos pela fé, isto é, por aquilo que esperamos que Deus nos faça ou nos revele, nós andamos pelo Espírito. Andar pela fé é não atentar para o que nos dizem as coisas ao nosso redor, mas crer que apesar delas, Deus cumprirá sua Palavra em nossas vidas.
Quinto – Gálatas 5:16
Andar no Espírito é não permitir que a carne, ou seja, que nossos desejos mais baixos tenham lugar de destaque. Esses desejos devem ser controlados e “crucificados”. Algumas pessoas criticam o Cristianismo dizendo que é uma religião que reprime os sentimentos, mas nada mais mentiroso do que isso. Porém o Cristianismo bíblico nos ensina a controlar e anular os desejos pecaminosos de nosso corpo e não dar a eles livre curso.
Sexto – Efésios 5:2
Andar em Espírito é viver o amor na plenitude. Viver esse amor pleno, ou o ágape de Deus, é estar em linha com o que dele está escrito em I Coríntios 13. O amor não é libertino, não é paixão carnal ou passageira, não é troca de parceiros sexuais, não é licença para a imoralidade. O amor é puro e limpo, no espírito, na alma e no corpo.
Sétimo – Colossenses 4:5
Já aprendemos a remir o tempo (veja postagem no blog do grupo Kosmos)[1]. Precisamos andar com sabedoria em relação a todas as pessoas que estão no entorno de nossas comunidades de fé. Neste tempo, nada pode substituir um bem de grande valor como a sabedoria para viver e nos relacionar com as pessoas, com a vida, com o meio ambiente, com a boa ciência (porque existe a ruim) e etc.
Oitavo – I Tessalonicenses 4:1
Andar no Espírito é não assumir uma atitude de conformismo maligno, deixando de crescer em conhecimento, em sabedoria e discernimento espiritual. Andar no Espírito é progredir continuamente em diversas áreas pessoais. Andar no Espírito é avançar para as coisas mais excelentes em Deus e seu Cristo. Andar no Espírito é se posicionar para se desenvolver cada dia mais.
Nono – I João 2:6
Aqui está o auge! Aqui está o alvo. Eis aqui a expressão máxima da vida de uma pessoa que deseja andar no Espírito Santo: andar como Jesus andou. Observe as narrativas do Evangelho, a única fonte autorizada de informações sobre a vida de Jesus, sua biografia autorizada. Veja como ele falou, como reagiu aos problemas apresentados diante de si, como respondeu a cada tipo de pessoa, como se portou nos lugares aonde foi, e por aí vai. Andar no Espírito é procurar fazer o mesmo, guardadas as devidas proporções.
Pense nisso!
Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
[1] www.kosmosfarol.blogspot.com
Nono – I João 2:6
Aqui está o auge! Aqui está o alvo. Eis aqui a expressão máxima da vida de uma pessoa que deseja andar no Espírito Santo: andar como Jesus andou. Observe as narrativas do Evangelho, a única fonte autorizada de informações sobre a vida de Jesus, sua biografia autorizada. Veja como ele falou, como reagiu aos problemas apresentados diante de si, como respondeu a cada tipo de pessoa, como se portou nos lugares aonde foi, e por aí vai. Andar no Espírito é procurar fazer o mesmo, guardadas as devidas proporções.
Pense nisso!
Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
Texto: Filipenses 3:13,14
Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante,
prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.
“Enquanto a pessoa mais pobre do mundo é aquela sem um sonho, a pessoa mais frustrada do mundo é alguém que tem um sonho, mas não sabe como concretizá-lo”
Myles Monroe
Tenho ensinado nestes últimos dias sobre a importância de encontrar a conexão entre a carreira e a vocação de uma pessoa. Entendo vocação como o chamado mais profundo, como a missão de vida de alguém, como a forma como tal pessoa glorificará a Deus em sua existência. Assim sendo, todos que nascemos neste mundo, de alguma forma (às vezes não compreendida plenamente), possuímos uma vocação divina para realizarmos alguma coisa específica, que apenas nós podemos fazer.
Isto significa que, embora uma grande parte desses afazeres seja semelhante ao de todos os humanos, no que se refere a mim, a você ou a quem quer que seja, somente nós estamos no lugar onde estamos; somente nós somos quem somos e apenas cada um de nós pode viver a vida no lugar onde habitamos. Neste sentido, ninguém mais pode. Isso é o que considero como vocação pessoal de cada pessoa na Terra.
Carreira é a forma como cada um de nós “ganha a vida”, o pão de cada dia e a maneira como nos realizamos nesta terra. Quando fazemos testes de vocação, na verdade fazemos testes de carreira, para saber qual profissão vamos seguir ou em que área vamos nos formar na universidade. Carreira, portanto, é a escolha pessoal de nossa profissão, levando em conta nosso contexto de vida e talentos pessoais.
Então, conseguir conectar ou mesclar nossa carreira à nossa vocação torna-se um excelente desafio para a vida e uma ótima oportunidade de viver com qualidade e sem estresses, pois quanto mais gostamos do que fazemos, menos se torna trabalhoso ou cansativo. Glorificar a Deus em uma carreira anexada com nossa vocação espiritual é a mais fantástica coisa a se fazer e buscar.
Paulo compreendeu a importância disto quando estava escrevendo a epístola aos filipenses. Ele descobriu o propósito maior de sua vida e carreira e fez com que tudo ao seu alcance trabalhasse a esse favor. Claro que ele descobriu isso somente depois que “caiu do cavalo”, literalmente.
Vamos analisar o texto selecionado e descobrir o entendimento que pode nos conduzir corretamente em uma vida orientada para o propósito de nossa vocação unida à nossa carreira.
1) Nunca pense que já chegou ao ponto devido – Paulo não acreditava que já havia alcançado um patamar satisfatório em sua vida espiritual e propósito, antes ele continuava prosseguindo.
2) Você não pode alterar o seu passado, mas pode mudar seu presente – todos sabem disso, às vezes só não agem assim. Nada mais podemos fazer a respeito do que passou, no máximo podemos apreender com os erros e acertos passados, só isso. Contudo, ao compreender nosso passado, tomamos novas atitudes que mudam nosso caminho a partir do nosso presente.
3) Precisamos ter diante de nós um ponto definido e mensurável – Paulo sabia que sem um alvo definido e concreto, ele não poderia se guiar em sua jornada de vida. Estabelecer pontos concretos e mensuráveis para nossa carreira e vocação é o início de um caminho promissor, mesmo que mais à frente tenhamos de mudar algumas coisas.
4) Ter um propósito definido é lutar por uma conquista futura – o apóstolo sabia que se dirigia para uma conquista futura. Precisamos estar cientes disso e andar como quem vai conquistar o prêmio pelo qual lutamos ao final.
5) Fazer com que nossa vocação em Cristo se alinhe com nossa carreira – é repetitivo o que vou dizer, mas é necessário. Se conseguirmos fazer com que a nossa carreira se conecte com nossa vocação, seremos as pessoas mais felizes da face da terra, mesmo que isso não nos torne milionários.
6) Saber aonde se quer chegar é mais importante do que se saber onde está – não me entendam mal, é óbvio que precisamos saber onde estamos para tomar decisões acertadas. Mas saber aonde se quer chegar é muito mais importante, pois nos coloca em foco e perspectiva constante diante de nossos olhos. Mesmo que em meio à caminhada nos encontremos perdidos e precisemos parar para saber qual a direção a seguir, contudo, só andaremos corretamente se soubermos para qual destino estamos nos dirigindo.
7) Jamais ponha Deus fora do processo – Paulo sabia, você sabe e eu sei que podemos chegar a determinados lugares por nosso próprio esforço. Mesmo assim, ele não se julgou independente do Criador e de Cristo. Ele compreendeu (e fará bem a nós também compreender) que sem Deus ou seu alvo posto em Jesus sua vida até teria êxito, mas teria com Ele o sentido maior, mais elevado. Quando colocamos Deus e Cristo no propósito de nossa vida elevamos o nível de nossa caminhada. Nossa vida terrena acaba, e depois? Precisamos do passaporte para a próxima.
Pense nisso!
Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
Efésios 5:16
“Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.”
Falar e escrever sobre o tempo ou sobre tempos oportunos nunca é exaustivo. Tempo é algo sério, tão sério, que alguns de nós nem sequer desejamos pensar nele. Tempo nos falta, tempo é caro, tempo é só o que temos na vida. Nosso tempo, por mais que possamos viver com longevidade, é breve.
Por isso existem muitos escritores e preletores que se tornaram especialistas, ou ao menos pretendem ser, em tempo e em como nos dizer o que fazer com ele. São mestres em nos mostrar como organizá-lo e orientá-lo para extrairmos o máximo dele no dia a dia.
Para nós, cristãos, o tempo se reveste de grande importância, seja por crermos que o tempo que possuimos é pouco para o que temos de realizar, seja por sabermos que Deus em breve tomará a História e porá término ao chamado “tempo dos gentios”. Portanto, tempo para nós é algo precioso e cheio de profundo significado (para os que pensam nele segundo as Escrituras!).
Movido pelo Espíriro Santo, o apóstolo Paulo descreve em uma pequena linha a importância do tempo para nós e nossa atitude em relação a este. Nossa compreensão e ação acerca do tempo mostra a verdadeira significância que ele possui ou não.
Tentemos entender, de acordo com a Teologia, os significados mais comuns para a expressão “remindo o tempo”. Ao compreendê-los, podemos agir um tanto mais precisamente em relação a eles. Antecipo aos teólogos de plantão que a palavra para “tempo” no texto escolhido é “kairon” (da palavra kairós) e não “chronos”, portanto, tempo neste texto se refere a um tempo oportuno e específico e não a um período de tempo contínuo no qual vivemos.
Significados da expressão:
1 Aproveitar bem as oportunidades enquanto elas durarem – nesta vida as coisas se alteram, incluindo as oportunidades. Elas se iniciam e também terminam. A vida é cíclica e as oportunidades também. Convém sabermos aproveitar oportunidades com inteligência pois elas têm prazo de validade, só não sabemos qual é esse prazo. Quero lhes lembrar que “aproveitar as oportunidades” não é transformar-se num oportunista, porque esse texto fala com pessoas de integridade moral.
2 Todos os momentos são preciosos – vivemos num ambiente que dificulta o nosso sucesso espiritual, por isso o tempo é precioso para nós. No que se refere ao sistema de mundo no qual existimos, quase tudo está posto para frear ou obstruir o crescimento espiritual sadio das pessoas. O tempo, neste caso, é extremamente valioso para não nos deixar desviar da rota que traçamos ou que Deus traçou para nós.
3 Remir é “pechinchar” – a figura por trás da palavra é a do comerciante de jóias ou comprador que espera o momento certo no mercado para dar o seu lance. Ele espera o momento que lhe é favorável para não ter prejuízo e conseguir posteriormente lucro em seus negócios. Da mesma forma, é necessário saber ou tentar descobrir os momentos certos para tomar atitudes e agir de maneira hábil a fim de obtermos “lucros espirituais” para nós.
4 Aproveitar os momentos que outros parecem desperdiçar – é cada vez mais claro que muitas pessoas apenas “vivem”, elas não possuem projetos de vida, sonhos, desejos superiores, nada disso ou semelhante. Há aqueles que somente estão passando o tempo pela vida sem se importar com o futuro ou mesmo com o seu presente. Parecem desperdiçar uma das bênçãos mais preciosas que nos foi dada: o tempo.
5 Melhorar constantemente cada momento presente – isso é remir o tempo: melhorar. Melhorar constantemente, não estagnar na caminhada ou no crescimento do conhecimento. Melhorar o presente tempo de vida que temos significa não parar de tentar ser melhor e de aprender mais. Há sempre uma pergunta a ser feita: Quantos já pararam na jornada da vida? Muitos já pararam bem cedo!
6 Recuperar de alguma forma o tempo perdido – isso não são palavras de autoajuda ou frases de efeito bem construidas para lhe animar. Há realmente possibilidade de recuperar o tempo que foi perdido. Não podemos voltar no tempo (quem não gostaria?), mas devemos levar a sério a questão de recuperá-lo. Isso pode ser feito apenas tomando pequenas atitudes. Voltando a estudar onde parou, começando um curso que sempre desejou fazer, empreendendo o tão sonhado negócio próprio, mesmo agora que se está mais velho(a). Existem tantas maneiras, é só começar! Um ditado oriental diz que para se iniciar uma longa caminhada é necessário dar o primeiro passo. Vamos lá!
7 O tempo é a nossa mais preciosa mercadoria – por isso não devemos desperdiçá-lo. Nas relações de trabalho, a pessoa não ganha o salário por somente “trabalhar”. É preciso entender que você vende parte de seu tempo ao seu empregador. Você recebe salário pela produtividade ou não que realiza no tempo que vendeu para seu contratador. Tempo de fato é dinheiro. Tempo é só o que temos para vender. Tudo está relacionado com o tempo, todo o comércio que maneira direta ou indereta está conectado a isso - mesmo sabendo que nos conceitos marxistas, não só vendemos o tempo, também vendemos nossa força de trabalho - mas ainda assim, é a força somada ao tempo. Não podemos disperdiçá-lo como se pudéssemos reavê-lo quando quisermos, pois cada tempo perdido não se ganha novamente. Isso é sério!
8 Ser cuidadoso com o uso do tempo pois os dias são poucos – essa é uma possível definição da expressão do texto. Os dias são maus porque são poucos. De fato não temos muito tempo na terra, mesmo que possamos viver até mais de cem anos, ainda assim, são poucos anos. Se fizermos uma conta por alto, menos de oito anos após a carta aos efésios ser escrita e enviada, todo o alicerce da vida humana que o mundo daquela época conhecia foi abalado. Roma foi incendiada, o crime, por capricho de Nero, foi lavado com o sangue dos cristãos. Pedro e Paulo foram martirizados, Nero foi assassinado, o império romano se viu à beira da ruína em meio à guerra civil, foi levada a efeito a guerra contra os judeus, a captura de Jerusalém, a destruição do Templo e a expulsão dos judeus de sua terra. Isso em poucos anos apenas. É preciso ser cuidadoso com o tempo pois tudo pode mudar em um mês ou em um ano, sem estarmos prontos para isso.
Reproduzo aqui um poema de Horácio Bonar:
Preenche cada hora com o que perdurará
Aproveita os momentos que surgirem
A vida do alto, quando está vida passar
Será fruto maduro da vida cá de baixo
Graça e paz a todos!
Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
Todas as vezes que terminamos um ano e iniciamos outro fazemos como de costume as nossas reflexões e promessas pessoais que imaginamos e pensamos como deveria ser o próximo período de nossas vidas. Isso é normal de todos nós e não é de se estranhar que também os cristãos façam o mesmo.
Para nós da CBB esse é um ano especial, repleto de promessas antigas, que já a doze anos esperamos seu cumprimento. Passamos coincidentemente por um período de sete anos de “vacas magras”, onde os recursos foram poucos, os ministérios com dificuldade e esmero se empenharam para cumprir seu papel, a música, a dança e os jovens precisaram fazer malabarismos para agradar a Deus e realizar com muito esforço seu propósito.
As finanças foram milimetricamente pensadas e empregadas para não ultrapassar os limites máximos, mesmo com contínuos “altos e baixos”, a intercessão foi aumentada para mais dias nesses anos e o cansaço espiritual quase chegou a nos abater. Lutas contra os inimigos espirituais se intensificaram e o combate foi renhido, mas com vitórias que só podem ser descritas como milagres.
Ao final, enterramos literalmente o ano de 2011 como símbolo de término desse período de provações divinas e com a esperança renovada para um tempo novo prometido por Deus, mediante o Espírito Santo, o inspirador dos profetas. Passamos a crer que uma nova estação estava realmente em curso e que o que foi traçado por Deus se cumprirá a partir desse novo período de sete anos.
O número 12 na Bíblia (afirmamos que absolutamente não cremos em numerologia!) está associado com algumas coisas interessantes e denotam e significam algo para nós neste tempo. Nosso intuito não é fazer um estudo das vezes em que esse número aparece e como extensamente está relacionado, mas um panorama mais geral dele é importante.
Governo – o número doze está associado à formas de governo, tanto físicas como espirituais. Por exemplo: as doze tribos de Israel e todo o seu desenvolvimento até se tornarem um Estado sob Davi e Salomão indicam isso e a promessa de Jesus aos apóstolos que eles governariam as doze tribos de Israel no tempo da restauração também tem esse indiciativo (conf. Mateus 19:28).
Autoridade – quando o Senhor Jesus separou e comissionou os doze, temos nisso o indicativo de autoridade (conf. Mateus 10:1)
Futuro – a Nova Jerusalém é um indicativo de futuro. Deus encerrará a História, julgará a todos, estabelecerá novos céus e nova terra e a cidade santa terá doze fundamentos, neles estãos os nomes dos doze apóstolos, doze portas feitas de material especial e sua largura, cumprimento e altura são múltiplos de doze. Isso é um futuro certo da parte de Deus (conf. Apocalipse 21:9-27).
COLHEITA – esse é um significado que nós temos dado a esse ano baseado na vida de José. Colheita pode significar qualquer coisa pela qual se tem lutado por muitos anos e esperado sem se colocar na frente de Deus, tentando fazer as coisas do seu jeito. É uma “colheita” espiritual que vem de Deus para todos os que foram fiéis em aguardar o tempo determinado.
Percebemos que houve doze acontecimentos históricos na vida de José que o levaram até o momento decisivo em sua trajetória para se tornar o grande homem que foi e o líder mundial que trouxe solução para um problema que se agravava a cada ano que passava: a fome na terra.
José foi o homem usado por Deus para alcançar a sabedoria necessária para manter uma parcela da população mundial viva naquela época, mas isso não aconteceu da noite para o dia. Ele foi provado por longos treze anos de escravidão forçada e provocada pela inveja de seus próprios irmãos. Veja a trajetória dos doze “ciclos históricos” na vida de José.
1. Tudo começou com os sonhos que ele teve. Esses sonhos eram de Deus e revelavam seu futuro (Gên.37:5-11)
2. Tornu-se alvo contínuo da inveja e do ódio de seus irmãos por causa dos sonhos e do amor de seu pai (Gên.37:18-36)
3. Foi vendido como escravo para a casa de Potifar (Gên.39:7-23)
4. Vai para a prisão por se recusar a pecar contra Deus e contra seu amo (Gên.39:7-23)
5. Na prisão interpreta dois sonhos (Gên.40)
6. Interpreta os sonhos do Faraó (Gên.41:1-37)
7. É estabelecido como governador de todo o Egito (Gên.41:38-57)
8. Encontra-se com seus irmãos (Gên.42 ao 45)
9. Reencontra o pai (Gên.46)
10. Dá o melhor da terra egipcia para sua família (Gên.47:1-12)
11. Recebe as bênçãos de seu pai (Gên.49:22-26)
12. Seus últimos anos e último pedido (Gên.50:14-26)
Sem toda essa trajetória, não conheceríamos o José do Egito, o José da Bìblia, e ele nem estaria na memória de todos os judeus, árabes e cristãos de todas as épocas, e, nem ao menos seria tão mencionado nas Escrituras, tendo tantos capítulos sobre sua vida.
Para nós José está relacionado com a colheita (as interpretações têm a ver com os frutos da terra) e com todos os outros significados que vemos do numeral doze: autoridade, governo e futuro também.
Então, para não me delongar nesse tema e não ficar cansativa a exposição, desejamos a todos um abençoado ano de 2012, com tudo o que ele reserva de possibilidades e de bênçãos da parte de Deus.
Para a Comunidade Batista Bíblica, que esse seja o primeiro dos próximos sete anos de colheita daquilo que o nosso grande Deus em Cristo Jesus nos prometeu.
Graça e paz a todos!
Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
I Tessalonicenses 5:12-25
Em quase todas as áreas do setor produtivo e também do acadêmico temos como aferir os resultados desejados a partir de modelos básicos. Em qualquer indústria que se preze há o setor que responde pela qualidade de seus produtos. Isso significa que é normal encontrar praticamente em qualquer área como se pode conferir que a produtividade, a qualidade e o devido sucesso, sejam demonstrados e mensurados.
Não seria estranho se no nível pessoal e espiritual da vida não tivéssemos como aferir os resultados que desejamos? Em outras palavras, não seria completamente absurdo que justamente nas áreas mais necessárias não pudéssemos averiguar se alguém está tendo sucesso ou não? Penso que este é o maior desastre que o Cristianismo vem sofrendo nestes tempos.
É justamente por não estarmos dando atenção aos fatores espirituais que verdadeiramente contribuem para o sucesso, para o crescimento interior e para a vida espiritual bem-sucedida que temos visto tanta coisa grotesca e monstruosa nos arraiais cristãos. É por não darmos atenção aos preceitos bíblicos que vemos muita gente que se diz cristã, agir como ímpios que não conhecem o Senhor.
Tomando por base o texto de Tessalonicenses, vamos estabelecer alguns princípios e preceitos que certamente nos farão perceber e discernir se alguém está sendo bem-sucedido em sua caminhada espiritual ou não. Vejamos o significado de vida bem-sucedida nos termos das Escrituras e façamos, então, comparação com o que temos visto.
Descrevi à minha maneira de pensar, 12 preceitos de vida espiritual bem-sucedida e ministrei em um domingo na nossa Comunidade. A pergunta que perpassa esses princípios é: quais as características demonstráveis de vida espiritual bem-sucedida que devemos encontrar em alguém? Lembrando-nos que absolutamente ninguém é perfeito e que essas características devem ser vistas como alvos e objetivos a serem alcançados.
1 – Possuir uma correta relação com seus superiores (v.12,13) – é interessante que Paulo inicie suas exortações finais nesta carta justamente orientando os irmãos a terem o trato correto com as autoridades na igreja. Ele usa expressões como reconhecê-los, estimá-los e amá-los. Ora, sabemos que os nossos líderes e pastores não são perfeitos e nem sempre acertam em tudo, mas não somos autorizados em parte alguma das Escrituras a não respeitá-los, mas a dar aos mesmos o devido reconhecimento de sua vocação.
2 – Praticar a exortação e consolação mútuas (v.14) – que preceito interessante. Deve-se corrigir os que praticam desordem, deve-se animar os de baixa estima e depressivos, deve-se apoiar e ser suporte dos mais fracos na vida e nas circunstâncias e deve-se ter paciência com todos. Isso é sucesso espiritual.
3 – Excluir a vinganças de nossas relações (v.15) – quem é bem-sucedido na vida espiritual não se pode dar ao luxo (ou ao des-luxo) de se deixar levar por sentimentos de vingança e retaliação, mesmo quando quiser justificar suas ações como válidas contra alguém que lhe fez mal. Retribuir vingativamente faz mal ao outro (que pode até mesmo merecer, na concepção da maioria) e a nós também.
4 – Sorria de tudo (v.16) – regozijar é estar em um estado de alegria constante, independente das circunstâncias que nos cercam. Sorrir é o melhor remédio em muitas situações, exceto na morte (por que nela há luto envolvido). Mas quando orientamos as pessoas a sorrirem estamos querendo dizer que elas devem estar sempre contentes e alegres nas situações corriqueiras da vida, mesmo quando estas não lhes favorecem. Isso não é fácil pra ninguém, mas é algo a se alcançar.
5 – Possuir uma vida diária de oração (v.17) – todas as religiões e filosofias no mundo reiteram o valor especial das orações, meditações e períodos de isolamento diário. Isso não é exclusivo do Cristianismo ou do Judaísmo, mas penso que os cristãos são os que menos têm orado hoje. A prática da oração diária foi substituída por uma série de coisas, até mesmo coisas que parecem com orações, mas não são. Digo que da oração não se tira férias. Saímos em férias, mas nunca da oração.
6 – Adquirir um espírito de gratidão (v.18) – gratidão é uma coisa escassa. Só agradecemos a Deus quando recebemos as bênçãos materiais como o carro, a casa, o emprego que queremos, um bom casamento, a cura e afins. Não damos graças quando o carro quebra e por isso não olhamos em volta para ver se há algum propósito nisso; não agradecemos quando ficamos doentes e precisamos ir ao médico, e não pensamos que isso é um processo de cura de algo que nem sabíamos que estava em nós e Deus nos revelou para nos curar; não agradecemos quando perdemos o emprego e não vemos isso como uma parada necessária que Deus nos dá para o buscarmos mais. Posso escrever várias páginas sobre esse tema.
7 – Manter comunhão com o Espírito Santo (v.19) – Jesus nos disse que Ele e o Pai viram para habitar em nós (João 14.23), isso só é possível por causa do Espírito Santo. Ele é o poder da criação, o conhecedor da plena vontade do Pai e do Filho, Aquele que nos capacita com os dons sobrenaturais e é o selo que nos garante a eternidade ao lado de Deus, mas é o que a grande maioria dos cristãos ainda menos entende e com quem menos se relaciona. Deus veio morar em nós, e não sabemos o que isso significa ainda hoje.
8 – Não rejeite a espiritualidade dos outros (v.20) – todos podem profetizar, ter dons e serem usados por Deus na igreja. Não podemos fazer acepção de pessoas e nem podemos considerar que outros irmãos não são aptos para serem canais divinos em nosso meio. Não há algo como uma hierarquia espiritual ou preparo adequado para ser usado nos dons do Espírito. Ele usa quem quer a hora que quer e no lugar que desejar. Devemos ser humildes e prontos para compreender e aceitar que outras pessoas também são usadas por Deus além de nós.
9 – Ser positivamente crítico, não destrutivamente crítico (v.21) – reter o que é bom significa exatamente isso, reter o que é bom. A orientação de Paulo é apenas essa, examinar e reter, não criticar ou rejeitar prontamente. Se há críticas para serem feitas, devem ser feitas num espírito construtivo, não para destruir o ânimo ou a busca do outro. Somos “rápidos no gatilho” para atirar sem pensar ou não refletir o que estamos ouvindo, mas ao contrário, precisamos nos disciplinar para ouvir, refletir e reter o que é bom.
10 – Em relação ao mal, se posicionar assim: “na dúvida, lança fora!” (v.22) – essa é a melhor posição que podemos tomar em relação às coisas que nos trazem dúvidas existenciais ou nos fazem coxear entre dois pensamentos: não levar em consideração e lançar fora. Se o que está diante de nós apenas aparenta algo maligno, e temos convicção disso, então não devemos continuar a considerá-lo, devemos nos afastar. Afastar-se de toda a aparência do mal é coisa sábia a se fazer. Não podemos brincar de pular fogueira com ele.
11 – Procurar honrar a Deus com sua santidade pessoal (v.23) – este é um dos mais fortes problemas do mundo atual. É um dos maiores problemas na igreja, e não poderia ser diferente, pois estamos neste mundo também. O tema da santidade, da santidade do corpo e da vida é algo extremamente chocante para as pessoas, sejam cristãs ou não. Deus não deseja só a alma e o coração das pessoas, Ele também tem planos para o corpo delas. De alguma forma, tornou-se comum não levar em consideração a santidade do corpo como algo especial. Não só nas questões sexuais, mas também na ingestão do álcool, do cigarro, das drogas e na exposição deliberada do corpo ao perigo, a humanidade tem agredido constantemente uma das mais importantes leis divinas, a do cuidado do seu templo físico, esquecendo-se que prestarão a Deus contas pelo que fizeram com ele (I Coríntios 3:17).
12 – Orar pelos outros (v.25) – bom, se alguns cristãos têm deixado a vida pessoal de oração, o que dizer, então, do imperativo de orar pelos seus irmãos. Se a oração pessoal ocupa lugar último, a intercessão, nem lugar encontra. É comum nas reuniões de oração da igreja de hoje, orar apenas por si, por seus desejos pessoais, por seu sucesso profissional e financeiro, por seu casamento e por tudo em que o “eu ou o “meu” esteja em foco. Não digo que orar por essas coisas seja errado, pode e deve-se orar a Deus por isso, mas também se deve orar pelos outros irmãos, por aqueles que não fazem parte de sua família imediata, por aqueles que não fazem parte de seu círculo de amizade na igreja, por fim, por toda a igreja. Deve-se orar pelo mundo para que se converta, pelos governantes para que sejam sábios, contra todo o sistema opressivo e violente ao nosso redor e pelas coisas que ocupam o coração de Deus, como as missões, a volta de Cristo, o avivamento e etc.
Ter vida espiritual bem-sucedida é fácil no falar, mas no agir diário, é uma forte disciplina. Ninguém será bem-sucedido na vida sem disciplina e esforço, também na vida espiritual não será diferente. Aqui, nesta exposição, temos algumas coisas pra refletir e nos corrigir. Não desanime, inicie a jornada.
Pense nisso!
Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
Mateus 4: 1-11
As tentações descritas neste texto que foram experimentadas por Jesus são um quadro fiel das tentações mais básicas que todos nós sofremos até hoje. Elas claramente nos mostram, de forma mais abrangente, três coisas iniciais:
1. As tentações são confrontos nos pecados mais básicos em nossa natureza.
2. Satanás não necessita inventar novos pecados, pois o ser humano ainda é o mesmo.
3. E, na Palavra de Deus encontramos saída e suporte para resistirmos a todo tipo de tentação.
Isso é fundamental e está no alicerce desta passagem bíblica. Gostaria de analisar com você um pouco mais detidamente a natureza destas tentações e suas implicações com a nossa realidade do século XXI.
Quando disse que Satanás não precisa inventar pecados novos, pois o ser humano é o mesmo, isso significa ao menos duas coisas. Primeira, que ele (Satanás) sabe que o ser humano apesar de estar no planeta a milhares de anos, ainda não desenvolveu uma defesa eficaz contra os ataques por ele deferidos contra a alma das pessoas. Ele não precisa inventar coisas novas, apenas mudar a roupagem das velhas para parecer moderno ou pós, que ainda consegue os mesmos resultados de sempre, porque o ditado esportivo ainda faz efeito: “em time que está ganhando...”.
Segunda coisa, a menos que as pessoas compreendam o real significado da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo no cenário cósmico da salvação e do resgate da vida humana distanciada de Deus, elas não poderão desafiar com sucesso o poder destrutivo que as tentações exercem em todos.
Para dar alguns exemplos, fiz uma pequena relação do livro do Gênesis de pecados que forma registrados nos primórdios da humanidade, antes das civilizações surgirem. Desde que os seres humanos surgiram no planetinha verde e azul os problemas os acompanharam, seja pela força exterior do Mal presente ou pela dádiva do livre-arbítrio concedida por Deus. Veja abaixo uma pequena parcela deles.
Morte / Homicídio (Gên.4:8)
Corrupção e violência (Gên.6:11,12)
Embriaguês (Gên.9:20,21)
Omissão / Mentiras (Gên.12:18,19)
Guerras (Gên.14: 1,2)
Sodomia / Pederastia (Gên.13:13 e 18:20)
Incesto (Gên.19:31-36)
Traição (Gên.27:6-10,35)
Defloração / Sexo antes do matrimônio (Gên.34:1-7, 13, 31)
Ódio (Gên.37:4,5)
Prostituição (Gên.38:14-18)
Adultério (Gên.39:6-9)
Apenas para início de conversa. Esses pecados estavam presentes na vida das primeiras comunidades humanas. E desde lá eram considerados pecados ou violações de conduta que merecia punição, castigo ou repreensão pública. Isso, portanto é muito antigo, por isso disse que o Inimigo não precisa inventar nada novo, pois ele tem conseguido com alto índice de desempenho aliciar a maior parte da humanidade para seu “time”.
Outra coisa que precisa ficar bem clara aqui, antes que interpretem errado o que estou dizendo é: Satanás e seus demônios não são a fonte das tentações. Eles mesmos foram tentados e caíram. As tentações estão dentro de cada um de nós, cada qual com suas fraquezas ou debilidades. Portanto, não é o Inimigo que de fato nos tenta, somos nós mesmos por causa do poder do livre-arbítrio. O demônio é apenas o facilitador da coisa.
Aqui chegamos ao cerne de minha argumentação. O que as tentações às quais Jesus foi exposto nos dizem? Quais suas implicações para nós? Penso que as três tentações têm em si os mesmos aspectos reais hoje, senão vejamos.
A primeira tentação – a de transformar as pedras em pães – é um confronto direto com o que eu denominei ética do sustento. Ser tentado ou confrontado na ética do sustento significa saber ou descobrir até onde estou disposto a ir para ganhar o pão de cada dia. Ou seja, quais são as minhas justificativas para fazer o que faço para ganhar a vida? Quais são as minhas desculpas para não agir corretamente, eticamente ou honestamente no ato de produzir o meu sustento diário?
Como respondo a essas indagações mostram qual o nível de tentação ao qual estou exposto todos os dias. Isso pode ser usado como referência a todos os tipos de profissão e em todas as áreas de negócio ou comércio. Isso vai do que é legalizado e permitido até o que é ilegal e marginalizado.
A segunda tentação – a de se lançar do alto do templo – é a tentação contra a santidade da vida e do corpo. O corpo no qual está confinada a nossa vida terrena é sagrado para Deus, não apenas nas religiões monoteístas, mas em quase todas elas desde a antiguidade. Expor-se aos perigos em todos os setores da vida, nos horários de retorno para casa, nos entretenimentos, nas relações sexuais e nos relacionamentos que não dão em nada, são algumas formas de tentar contra a vida e o corpo.
O dom mais precioso que recebemos não é a saúde, a inteligência ou a família, todos esses são extremamente importantes, mas sim o dom da vida. A vida é o princípio de tudo para nós. A existência é a vida, e, sem ela, não podemos desfrutar da existência, da saúde, da inteligência e de tudo mais.
Mesmo para os doentes, para os aflitos, para os dependentes e todos os que padecem de males, o mais importante é estar vivo. Celebrar a vida é o principal. Agora, não podemos celebrar a vida achando que ele é uma festa, porque não é. Quando possuímos uma concepção errada da vida é que sofremos as tentações contra a santidade e sacralidade dela. Quando não temos concepção correta da vida é que expomos nosso corpo aos perigos.
A terceira tentação – a de servir ao Diabo em troca de riqueza e glória – é a de adorar e servir ao não-Deus em troca de seus favores. Tudo aquilo que não é Deus é não-Deus. Tudo aquilo que não é Deus é uma criação ou criatura. Ao colocarmos as coisas, pessoas, bens, riquezas, glória, fama e outros seres espirituais no lugar devido somente a Deus, estamos caindo na tentação de servir a outro que não seja o Senhor para alcançar coisas fúteis.
Alguns dizem que Deus está acima de tudo, “primeiramente Deus”, que Ele está em posição inigualável em suas mentes e corações e que os outros são seus auxiliares, estão abaixo dEle e são buscados para ajudar a chegar a Ele mais corretamente. Nada mais falso.
Assim como Deus está acima, não há outro ao lado e nem abaixo. As palavras de Jesus no texto em resposta a Satanás nos declaram objetivamente: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Portanto, só “há” Ele e só “a” Ele, não existe neste caso o meio-termo. O texto das Escrituras Sagradas não aceita a imposição da língua latina das “dulias” e da “latria”.
Somente um correto relacionamento com Jesus Cristo e com a Palavra de Deus, tem a eficácia de nos preservar de render-nos as tentações que estão dentro de nós e são diariamente facilitadas pelo nosso Inimigo.
Pense nisso!
Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica
“Se o Cristianismo fosse inventado por nós, é claro que seria mais fácil. Mas não é”
C.S.Lewis (Cristianismo Puro e Simples)
Durante três semanas fomos ensinados pela Palavra de Deus acerca da vida extrema. Ao contrário do que muitos pensam, viver extremamente segundo o ensino de Jesus, não é viver no limite ou na “corda-bamba” da vida, nem em “altas aventuras” cheias de “adrenalina” para preencher o vazio do ser humano.
Segundo Jesus, uma vida extrema é uma vida de escolhas conscientes, escolhas essas que podem ser extremamente contrárias ao modo de vida de um humano médio e ao mesmo tempo trazem alto nível de espiritualidade para aqueles que decidem viver assim.
Para exemplificar nossos argumentos utilizamos o famoso Sermão do Monte que Jesus proferiu e foi reproduzido por Mateus nos capítulos cinco a sete do livro que leva seu nome. Iremos apenas tomar alguns versículos e descrever as frases de efeito que foram geradas no entendimento dos textos.
A pergunta que permeará cada item sempre será: o que significa para Jesus viver uma vida extrema? A partir daí, tiramos nossas conclusões.
Capítulo 5
1. É estar pronto até mesmo para ser perseguido por causa da nossa fé (v.11,12)
2. É viver um alto grau de justiça (v.20)
3. É ir além do “não matarás” (v.21-26)
4. É ir além do “não adulterarás” (v.27-30)
5. É ir além do divórcio (v.31,32)
6. É ir além dos “juramentos” (v.33-37)
7. É abandonar a vingança (v.38-42)
8. É exercer a plenitude do amor (v.43-48)
Capítulo 6
9. É não fazer o bem motivado por autopromoção (v.1-4)
10. É manter um local pessoal de oração e comunhão com o Pai (v.5-15)
11. É não permitir que a ganância se torne o guia do coração (v.19-24)
12. É aprender a depender de Deus (v.25-32)
13. É estabelecer a maior de todas as prioridades (v.33,34)
Capítulo 7
14. É ter cuidado com suas opiniões pessoais (v.1,2)
15. É “ver” suas falhas primeiro (v.3-5)
16. É semear aquilo que você deseja (v.12)
17. É uma porta estreita (v.13,14)
18. É entrar no Reino de Deus com atitudes corretas, não somente de palavras (v.21-23)
19. É uma resposta do ser humano quando se expõe a Deus (v.24-27)
Aos que realmente desejam ser cristãos, só há uma esperança de vida eterna: confiar inteiramente na graça de Deus que opera pelo amor de Jesus Cristo, que nos transforma a cada dia pelo seu Espírito Santo que habita em nós. É só!
Pensem nisso!
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Textos Bíblicos selecionados:
“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”
(Gênesis 28.15)
“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.”
(Salmo 91.10-12)
Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
(Salmo 127.1)
“O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda”
(II Coríntios 1.10)
Quando nos deparamos com textos como esses, basicamente reagimos de duas formas distintas, a primeira: alegramo-nos em saber que Deus dispensa para os seus este tipo de proteção especial; e a segunda: um questionamento sobre por que uma parte das pessoas (incluindo as que consideramos inocentes) parecem não possuir proteção alguma.
Longe de possuir resposta definitiva para o assunto, penso que podemos enveredar por um caminho que, se não nos responder de fato, poderá nos oferecer algo que soe como satisfatório dos motivos do motivo pelo qual essas coisas acontecem. Nada ou ninguém nos proíbe de pensar e refletir sobre o tema.
Penso que a questão da proteção está dividida em três itens, e sobre eles vamos discorrer em termos bíblicos. A essência é usar a Palavra para inferir se há nela algum tipo de resposta para as questões da vida que a cada dia são levantadas. Creio que a proteção passa por atitudes pessoais em áreas distintas, sem as quais não poderíamos desfrutar dela em verdade.
Primeiro – existem os que não pedem por sua proteção. São aqueles que confiam com ingenuidade no sistema ou não consideram que seja necessário fazer qualquer prece por proteção pessoal. Normalmente são arrogantes em relação a Deus e ao seu Cristo e seguros quanto ao serviço e dispositivos de segurança que possuem. E mais, sabendo que somos insuficientes para garantir nossa proteção, não recorrem a Deus em oração diária por ela. Veja o que a Bíblia nos ensina acerca de pedir a Deus por nossa proteção.
“E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”
(Mateus 6.13)
“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;
E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus;
E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.”
(Gênesis 28.20-22)
“Em ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido. Livra-me pela tua justiça.
Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.
Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.
Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.
Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade.
Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem”
(Salmo 31.1-5 e 15)
“Ouve, ó Deus, a minha voz na minha oração; guarda a minha vida do temor do inimigo.
Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniqüidade”
(Salmo 64.1 e 2)
“Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento”
(Salmo 140.1)
Segundo – há os que não se preocupam com sua proteção. É possível que algumas pessoas acreditem realmente que nada nunca vai acontecer a elas e vivem como se isso fosse verdadeiro, não levando em consideração a sua própria proteção. Não se apercebem dos horários avançados, os locais que freqüentam ou preocupam-se como deixar claro aos seus entes queridos a sua localização. Vamos às Escrituras e vejamos o que ela tem a dizer a estes.
“Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.”
(Lucas 4.9-12)
“Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.”
(Lucas 6.49)
“O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.”
(Provérbios 14.16)
“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.”
(Provérbios 16.25)
“O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando”
(Provérbios 22.3.)
Terceiro – há os que não possuem quem olhe por sua proteção. Neste caso o problema é outro. Estes não têm o que chamamos de intercessores. Seus pais ou parentes não oram por eles. Não há pastores e cristãos que orem por eles. Assim, andam desprotegidos pela vida. Poderíamos usar isso no aspecto social, apontando para os que estão em risco social, mas trataremos aqui apenas do item oração que é feita por alguém. O que vemos nas Bíblia sobre isso?
“Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.”
“E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.”
(Jó 1.5 e 42.10)
“Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.”
(Colossenses 4.12)
“Irmãos, orai por nós.”
(I Tessalonicenses 5.25)
“E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.”
(I Samuel 12.23)
“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”
(Atos 12.5)
Ao ponderar sobre esses três aspectos podemos ter alguma luz sobre a questão. É possível que, se de alguma maneira, pudermos manter essas atitudes sobre a proteção, poderíamos, se não eliminar os perigos, ao menos diminuir grandemente o número de vítimas em nossos dias.
Creio que necessitamos de uma educação ou reeducação acerca da proteção ou da segurança pessoal nesta época. Precisamos não apenas de uma política séria de segurança pública, mas também nos educar e conscientizar-nos de que podemos pessoalmente, no âmbito familiar, como sociedade ou como cristãos, fazer a parte que nos cabe, no exercício da nossa segurança pessoal e a de nossos entes queridos.
Paz a todos!
Carlos Carvalho
28 de Agosto de 2011
Mateus 5.48
Digo constantemente que nos dias festivos como o Dia dos Pais, das Mães e etc., as pessoas estão divididas em dois sentimentos básicos: o primeiro é o de alegria nestes dias por conta das boas lembranças que têm de seus pais ou a alegria de sua presença ainda consigo. O segundo é o de tristeza, raiva ou ainda de desilusão porque foram abandonados por um ou pelos dois, ou porque seus pais não foram os melhores genitores do mundo.
Nestes dias uma grande parte comemora e a outra não tem o porque disso. É claro que quem comemora não necessariamente tem algo a ver com quem não possui motivos para a celebração e virse-e-versa, todavia cabe sempre fazer uma pequena reflexão para que nossa consciência esteja alerta acerca dos que sofrem por não ter “sentimentos” em relação e esses dias.
O real motivo desta web mensagem é dar aqui o devido respeito e honra a um Pai que é mais do que especial e está acima de qualquer pai ou mãe, por melhores que sejam ou possam vir a ser, neste mundo ou de qualquer futuro. Refiro-me ao Pai perfeito, o Deus criador do universo e da vida de todos os seres, ao Único Soberano e Sehor de tudo o que há, ao YaHWeH, o El-Shadai, o Deus Todo-Poderoso. A esse Pai perfeito rendo minha homenagem e espero que todos assim o façam em todos os dias comemorativos, sem deixar de também honrar aqueles que lhes são queridos.
Nenhum de nós tem sequer uma referência de um pai que seja perfeito neste planeta ou em qualquer lugar. Por mais maravilhoso que tenha sido um pai, nunca poderá ser comparado à perfeição divina. Portanto, resulta-se duas situações, uma é que temos um alívio existêncial de que não precisamos lutar pela perfeição porque esta somente encontra-se nele. E a outra é a falta de compreensão de nossa parte quando esse ser perfeito de move ou não em nosso plano de existência. Por não compreendermo a perfeição, não entendemos as atitudes divinas, por não nos movermos neste plano de perfeição em que Ele vive, e somos limitados por causa disso.
Descrevo abaixo algumas características bíblicas desse Pai perfeito no Novo Testamento e desejo que esse Deus-Pai seja glorificado em nossas vidas e sociedade com a demonstração de nossa intimidade e relacionamento real com Ele.
- Um Pai que vê em secreto (Mateus 6.4) – longe de estabelecer julgamentos, apenas quero dizer que algumas passoas, homens, mulheres e jovens da Igreja parece que não conseguem enxergar o óbvio: Deus vê quando ninguém mais está nos vendo. Me parece que alguns não estão dando a mínima para esse fato, e podem ter uma tremenda e decepcionante surpresa no dia do julgamento, ou não foram ensinados nessa verdade bíblica.
- Um Pai que conhece as nossas necessidades (Mateus 6.32) – esse é parte de um dos textos mais pregados e estudados da Bíblia e ainda assim alguns vivem como se isso não fosse real. Deu-Pai sabe o que eu preciso amannhã, depois de amanhã, na semana que vem, no ano que vem e assim por diante. É preciso crer nesta palavra e confiar que Ele sabe o que necessitamos, da mesma forma que um bom pai ou mãe sabe do que seus filhos precisam.
- Um Pai que dá o melhor (Mateus 7.7-11) – Aquele que sabe o que precisamos, sabe dar o melhor para cada um de nós. O mais extraordinário na onisciência de Deus não é que Ele conhece antecipadamente todas as coisas e as nossas necessidades, mas que Ele está disposto a nos dar o melhor por causa deste conhecimento antecipado das coisas. O melhor de Deus é o melhor em todos os sentidos.
- Um Pai que nos ama (João 16.26,27) – o amor desse Pai supera toda e qualquer carência que o ser humano possa vir a ter. O problema é que uns acham que por Ele ser Deus e invisível ou coisa parecida, não conseguirão ter um relacionamento de fato e concreto com Ele. Mas não sabem que o relacionamento com Deus-Pai começa no reconhecimento de que você precisa de algo muito maior do que qualquer coisa que há no mundo, na leitura e meditação de sua Palavra para compreender sua vontade, na oração diária que se traduz em uma conversa íntima com Ele e por aí vai. Como não sonseguem se relaconar com Deus, não percebem o amor dele por eles.
- Um Pai que é justo (João 17.25) – eis um dos maiores problemas em relação a Deus desta época: não compreendem que Deus é justo. Em sua justiça Deus não cometerá injustiças com quem quer que seja para satisfazer os desejos de alguns. A justiça de Deus é correta, não corrupta e desprovida de interesses pessoais. Um dia, todos verão e serão julgados pela justa justiça de Deus e então entenderão o que sabemos apenas superficialmente.
- Um Pai que nos corrige para o bem (Hebreus 12.5-9) – hoje são criadas leis que impedem os pais de corrigir seus filhos e já estamos vendo nos noticiários o resultado em curto tempo desse tipo de atitude, mesmo que não se queira aceitar esse fato. Aos pais, em todas as épocas, coube-lhes o direito sagrado de corrigir os seu filhos para que estes não sejam os monstros que vemos surgir em todos os lugares do planeta. Essas leis, contudo, não impedem Deus-Pai de corrigir aos seus filhos. Ele tem zelo e cuidado por nós a tal ponto, que jamais nos deixaria de corrigir para o o nosso bem. E nem por isso deixa de nos amar e de ser bom. Seu amor e sua bondade são demonstratos em seu zelo por cada um de seus filhos.
- Um Pai que não é pai de todos (1João 3.1) – esta é uma verdade indigesta para alguns, mas é a verdade. A verdade não é prazerosa como muitos gostariam que fosse e nem tem compromisso em enganar e massagear a consciência dos que não desejam mudanças espirituais em si mesmos. Deus é Pai dos que Ele chama de filhos, dos que o mundo não aceita e os rejeita por terem esse conhecimento sobre Deus, e porque acima de tudo, não conhecem o próprio Deus. No máximo, têm um conceito pessoal do que seria “deus”, mas longe de expressar as caracteísticas do Deus da Bíblia. Outros possuem conceitos sociais, antropológicos, científicos, culturais ou religiosos sobre Deus, mas não chegam perto da revelação bíblica sobre Ele.
Que este Pai seja o verdadeiro homenageado neste dia comemorativo, e em seguida celebremos as festas com nossos entes mais preciosos na terra. Paz a todos!
pathr - tradução da palavra aramaica “abba” = Pai
Em nenhum lugar, em toda a imensa riqueza da literatura devocional produzida pelo judaísmo antigo, se acha “abba” empregado como modo de se dirigir a Deus.
Jesus ao fazer isso, empregava a palavra calorosa e familiar “abba” que se usava na vida diária da família.
Esse emprego inteiramente novo, e, para os judeus, nunca imaginado, do termo infantil e familiar de “abba” na oração é uma expressão do relacionamento sem igual entre Jesus e Deus.
Jesus transfere essa intimidade e possibilidade de relacionamento com Deus a todos os discípulos quando os ensina a orar “Pai nosso”.
Carlos de Carvalho servo de Deus em Cristo Jesus
Fonte da imagem: A Fonte da Razão
“Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus.”
1 Samuel 15.22,23 (o prazer de Deus).
Isaías 1.19,20 (o bem oferecido por Deus).
Atos 5.27-29 e 40,41 (a alegria em qualquer situação)
Hebreus 11.8-16 (vida futura).
¢upakoh - (hupakoe) – Obediência
Na construção desta palavra, encontramos hupo = “debaixo de”, e akouo = “ouvir”. Tem basicamente quatro significados:
- Escutar – ouvir é simplesmente discernir os sons, mas escutar significa compreender o que se está ouvindo.
- Atender – é estar pronto a responder de imediato a uma convocação ou chamado.
- Submeter – é dar espaço ao outro. É colocar-se conscientemente debaixo das palavras de outra pessoa.
- Ser persuadido – deixar-se ser convencido por outro ou por um argumento.
Carlos de Carvalho servo de Deus em Cristo Jesus
Comunidade Batista Bíblica
WEB MENSAGEM
2 Coríntios 5.7
ATO DE FÉ
Temos falado e ensinado nestes últimos domingos sobre a fé. Não a “simploriedade” da palavra, destituída de seu significado e descaracterizada por aqueles que nem ao menos se esforçaram para compreendê-la um pouco mais amplamente. Mas fé no seu contexto original – original, não apenas em termos de grego ou “academicismo” fraco, e sim no contexto bíblico no qual essa palavra tem sua importância.
A fé que nos referimos, no grego pistis, tem a idéia de que a mesma foi construída sobre bases bem claras e, sem elas, não se pode compreender corretamente de que tipo de fé o texto bíblico fala. A fé foi forjada ou gerada em fundamentos tão fortes e poderosos que necessitamos conhecê-los para defini-la com precisão. A fé bíblica não é simples, no sentido de simplório e nem sofisticada, no sentido de que alguns poucos “privilegiados” apenas a podem entender e possuí-la.
Durante todos esses dias temos demonstrado esses fundamentos, os quais são ao menos os vistos até hoje, cinco:
1. A fé bíblica fala de um relacionamento correto com a aliança de Deus. Vimos que Deus fez aliança com os homens, ela pode ser rejeitada, porém não pode ser anulada e cabe a cada ser humano se corresponder de forma esperada por Deus em sua aliança oferecida em Cristo. Percebemos que na vida de José que ele possuía um chamado para a aliança por meio dos sonhos que tivera, mas que ele não compreendeu essa responsabilidade e demorou cerca de treze anos até que se cumprissem seus sonhos, que nada mais eram do que os “sonhos de Deus” para ele.
2. A fé é firmar-se sem hesitação na Palavra de Deus. Vimos como Pedro foi testado na fé quando quis andar sobre as águas e desafiou o Senhor para poder ir em sua direção. Chamado a andar sobre as águas, passou a perceber o que estava ao seu redor, o vento, e logo começou a submergir. Quando dizemos que temos fé pode ser que sejamos provados ao ponto de descobrirmos que de fato não estamos firmados nela e iniciarmos uma descida que, sem a intervenção divina, pereceremos.
3. A fé é um ato vivo de confiança em Deus. Quando Sadraque e seus irmãos foram colocados diante do rei e questionados acerca do porque não adoravam à imagem que ele tinha mandado construir, os irmãos disseram que não iriam dar nenhuma resposta sobre aquilo e confiavam em Deus que os livraria, mas também disseram que se Deus não os livrasse, mesmo assim não se prostrariam à uma imagem. Todos nós conhecemos o resultado.
4. Fé significa abrir-se às possibilidades que Deus apresenta. Também ouvimos que Deus nos apresenta possibilidades. Deus é um Deus de possibilidades. Para Ele nada é impossível e tudo é possível ao que crê nele. Esse é o único dos elementos geradores da fé que aponta para os milagres, para o sobrenatural agindo em nós, ao nosso redor e através de nós. Deus fez, faz e fará milagres, independente do tempo, época ou circunstâncias. Mas “possibilidades” não diz respeito apenas a milagres, mas também e tão importante quanto, à situações inesperadas que podem surgir afim de nos fazer crescer em graça e de expressarmos a imagem de Jesus em nossa vida. Abrir-se às possibilidades significa que podemos passar, por vontade de Deus, por circunstâncias não muito agradáveis, mas com objetivos terapêuticos e espirituais em vista.
5. Fé é ato de viver dirigido para a realidade. Parece-nos um contra-senso essa declaração, mas é plena de verdade. A fé não é uma fuga da realidade, mas o enfrentamento da mesma. Temos visto um número cada vez maior de “pseudo-cristãos” usando uma definição incorreta de fé para fugir à realidade de seus problemas e buscando uma saída “mágica” ou “mística” que os resolvam. Não é pequeno o número dos que, em nome de falsas idéias cristãs, travestidas de “espiritualidade” e palavras escolhidas do vocabulário “evangélico”, engrossam as fileiras daqueles que querem Deus e seu Cristo, mas sem real compromisso aos princípios fundamentais da fé bíblica e cristã. Foi até este ponto que chegamos no caminho sobre a origem da fé. Fé fala de um futuro glorioso que aguardamos em Cristo, mas também fala de realidades que necessitam ser mudadas pelo poder da Palavra de Deus. Nosso grande desafio é viver reconhecendo as realidades que nos cercam, tomando as atitudes necessárias para mudá-las sem um falso “suporte” espiritual que nos engane e nos paralise nas ações, também olhar para o futuro que Deus preparou para nós – o novo céu e a nova Terra – e ao mesmo tempo para o nosso presente, e não esquecermos as realidades ao redor de cada um de nós. Abaixo providencio textos bem práticos e “realistas” da Bíblia que nos mostram a necessidade de observarmos a realidade e de fazer algo para mudá-la ou não.
Provérbios
11.22 / 14.1 / 16.8,25 / 20.4,13 / 22.1 / 23.20,21 / 24.3,4 / 26.27 e 28.19,20
Eclesiastes
3.20,22 / 5.10-15 / 6.3,4 / 7.2-4
Mateus
5.17 / 6.19-24
Marcos 7.34-37
Lucas 9.23-26
João 16.33
Existem basicamente dois tipos de significados nas palavras bíblicas. Um é o teológico. Por si só, as palavras carregam um significado específico que independe de contexto em que estão. Outro é o significado textual, ou seja, o seu significado agregado que as mesmas ganham quando estão inseridas no texto ou no contexto histórico da narrativa.
A palavra restauração tem os dois significados. O teológico – aquele que veremos abaixo – e o textual. Aqui na mensagem, analisaremos o textual. Restauração ou suas variantes significa:
A – Reaver a posição que foi perdida (Gên.40.13)
B – também envolve a recuperação da linhagem da pessoa (Rut.4.13-17)
C – Caracteriza trazer de volta a saúde ou a cura (2Reis 5.3 – Jer.30.17)
D – é reconstruir algo na sua forma original (2Crôn.24.13)
E – é a recuperação de um local físico que foi destruído (Esd.4.12,13,16 – 5.3 – 9.9)
F – envolve recuperação da vida familiar (Jó 8.6)
G – é reaver lugares perdidos (Isa.49.8 – 53.3 – 58.12)
H – é retornar à glória anterior (Naum 2.2)
I – é receber restituição a maior (Zacar.9.12)
J – é libertação da opressão (Lucas 4.19)
L – há uma promessa de um tempo de restauração (Atos 3.21).
Esses são os significados mais básicos e mais facilmente encontrados na Bíblia para essa palavra. Não é um assunto sem importância, antes disso, se reveste de grande valor para a nossa fonte de fé prática.
Pense nisso!
Restauração é um tema bíblico muito extenso.
Não se pode usar das palavras sem conhecer seus significados e sem dar a devida importância aos mesmos.
Restauração é uma das promessas divinas, mas também é condicional.
O texto bíblico é claro em seu significado e não pode ser desconsiderado em nossas mensagens e opiniões pessoais.
Todas as promessas de Deus são para os que crêem, todavia devem ser analisadas levando em consideração o seu contexto e seu significado mais correto.
Que Deus nos dê em Sua graça mediante Cristo, um tempo de restauração, para nós, nossa família e nossa nação!
Apokatastasis
| O significado teológico da palavra restauração pode ser definido como segue de maneira mais abrangente possível. 1. Retornar – a ação de voltar a um determinado lugar ou estado. | 2. Ser de novo – característica de tornar-se alguém novamente. 3. Por em ordem novamente – reorganizar as coisas. 4. Estabelecer de novo – recolocar em posição. | 5. Reconstruir – de onde foi destruído. 6. Reparar – consertar o que foi quebrado. 7. Recuperar a independência que foi perdida. |
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1 Reis 3.16-28
O texto nos remete ao primeiro teste real para a sabedoria de Salomão e o firmar de seu reinado sobre Israel.
Duas mulheres prostitutas trazem ao rei o caso para que ele dê sentença de justiça. Elas apresentam cada uma a sua versão da história e, diante do exposto à incógnita fica estabelecida, pois os fatos não podem ser provados e as duas mulheres lhe parecem convincentes nas defesas.
Todos nós conhecemos o desfecho do caso e como Salomão o resolveu, mostrando ao povo que Deus havia lhe dado uma sabedoria especial.
Quero destacar aquilo que chamei de atitudes maternas nesse incidente.
A primeira mãe (a que matou acidentalmente o filho):
1) não percebe que o filho tinha morrido por sufocamento, não se sabe o motivo do fato.
2) comete o crime da troca do bebê. 3) demonstra uma total insensibilidade pois não chora nem desespera-se pela morte de seu filho. 4) possui uma índole (um espírito) homicida, pois além de matar o próprio filho não tarda em pedir a morte do outro.
Creio que estamos cheios de ver os exemplos em nossa sociedade e no mundo desse tipo de mãe.
Aquelas que espancam seus filhos, espancam os de outras quando são contratadas para cuidar deles, as que dão para os órgãos públicos e para doações ilegais por não ter um mínimo de sentimento pelo ser que gerou e aquelas que os matam ainda em seu ventre simplesmente porque querem viver “livres de trabalho”.
Pense nisso!
Há um ditado popular que assegura que “mãe é quem cria e não quem apenas gera”. Em alguns casos isso é verdadeiro.
Ser mãe é ser doadora de vida e não de morte aos seus filhos.
Muitas pessoas não têm motivos para comemorar o Dia das Mães por causa de atitudes maternas que os destruíram como seres humanos.
Outros agradecem todos os dias, não apenas um dia, pela vida e pela presença de suas mães.
Essas atitudes maternas vemos ainda hoje diante dos nossos olhos, e esse texto tem cerca de três mil anos.
Que nosso Deus em Cristo abençoe todas as mães de nossa terra dando-lhes sabedoria e paciência para cuidar de seus queridos.
Atitude Materna 2
| A segunda mãe é o verdadeiro tipo de mãe que todos esperamos ver no mundo. 1) Ela cuida de seu filho, pois em seu relato diz que acordou para dar mama ao pequenino e assim mostra seu cuidado. | 2) Ela reconhece as diferenças. Sabe que aquele que está ao seu lado não é o seu amado filho. 3) Tem amor profundo por ele, pois prefere ver outra o criando do que vê-lo morto. | 4) Ela tem um espírito de sacrifício, porque como mãe está disposta a perder a presença do filho ou viver em profundo sofrimento por isso somente para preservar sua vida que estava apenas começando. |
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Perfeitos como Deus
Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5.48
Quando o Senhor Jesus proferiu essas palavras o que é que estava em sua mente? Nós acreditamos sinceramente que sua expressão tenha a ver com todo o contexto anterior a esse versículo.
Desta maneira, ser perfeitos como o Pai é perfeito não é chegar a ser Deus, mas sim agir como Ele age ou agiria em nosso lugar. Os ensinos anteriores de Jesus mostram como uma pessoa pode ser perfeita como Deus em suas ações. Vejamos os exemplos nos textos que aparecem antes do versículo 48:
- (v.19) Não devemos violar a Palavra de Deus, devemos ensina-lá.
- (v.20) A nossa justiça pessoal deve ser superior à dos homens mais religiosos.
- (v.21,22) Precisamos controlar a nossa agressividade.
- (v.23-26) É preciso sermos livres para trazermos ofertas a Deus.
- (v.27-30) Devemos agir para controlar os nossos desejos.
- (v.31,32) É necessário possuir uma visão correta acerca do casamento e dos motivos que podem termina-ló.
- (v.33-37) Devemos manter a integridade pessoal.
- (v.38-42) Não exerça a vingança nem reaja de maneira igual com os que querem o teu mal.
- (v.43-47) É preciso possuir um tipo de amor superior.
Assim podemos ser perfeitos como é perfeito o nosso Pai que está nos céus.
Pense nisso!
Ninguém pode se tornar Deus, mas todos podem se parecer com Ele. Perfeição humana só é alcançada quando se está a caminho de se tornar perfeito como o Pai celestial.
Ser perfeito não significa não possuir falhas, mas sim andar em direção ao alvo definido por Deus em Jesus.
Ser semelhantes a Deus não é ser o próprio Deus, mas agir e reagir como Deus projetou.
Perfeição é qualidade de vida espiritual.
Ser perfeito é ser amadurecido na alma e no espírito.
Ser perfeito é agir de acordo com as Escrituras Sagradas no que tange à ética e à moral de Deus.
Perfeitos
μμεις - (imeis). Esta é a palavra grega para a expressão perfeitos que Mateus usa.
O que essa palavrinha quer dizer quando é usada por Jesus, ao menos no uso do texto de Mateus?
Além de outros tantos significados, apontamos aqui o que consideramos os dois principais para efeito de nosso estudo.
A – perfeito significa uma pessoa plenamente desenvolvida, madura.
B – perfeito é alguém que está em um processo de transformação constante até que a imagem de Deus seja totalmente vista nele.
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